Por Yan Kaue Brasil
Jack White é um desses artistas densos: do cinema à música, da escrita à produção de seus álbuns, ele é conciso e certeiro. À sua forma, ele conduz, com o som estridente de sua guitarra, o seu primeiro álbum solo, Blunderbuss (2012) que, à queima roupa, é mortal.
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| Jack Blue |
Com aversão ao óbvio e às saídas fáceis encontradas pela grande indústria da música, White vai buscar referências – boas referências – nas raízes do rock, do folk e do blues. A abertura do álbum é o resultado: Missing Pieces, que dá vazão ao teclado e mostra que White foi além das seis cordas distorcidas, que existem e são audíveis em Sixteen Saltines, que pode ser considerada a melhor faixa do álbum. Love Interruption é uma bela canção de amor masoquista, regada a piano e às meninas da banda: “Eu quero que o amor/ Pegue meus dedos gentilmente/ E os bata em uma porta/ Coloque meu rosto no chão”.
Além de toda a produção que o próprio White engendrou em seu último álbum, na sua produtora – a Third Man Records –, o guri ainda dispõe de tempo para participar de projetos paralelos: o The Dead Weather e o The Raconteurs - que ganhou um Grammy no seu último álbum. Jack ainda produz álbuns para além-mar, como os de Laura Marling, das Black Belles e de Wanda Jackson.
Jack White é "uma fusão completamente moderna do velho mundo masculino e do novo mundo pós-gênero”, confirma a The A.V. Club sobre um personagem que é o “bacamarte” do rock do século 21: imprevisível e, em horas, adorado.
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