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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

LISTAR ORIENTALMENTE OU TOP 10, DE NOVO

Por Atilio Butturi Junior

Para fazer carinha de imperador chinês e esquadrinhas, classificar, separar, hierarquizar e produzir verdade, ou simplesmente para muito pessoalmente listar as coisas que mais tocaram na minha vitrolinha nesse ano nada cabalístico de greve, suor & trabalho, uma brincadeira de top 10. É preciso dizer que não estão por aqui só os mais ouvidos, porque os tímpanos vezenquando buscavam as musiquinhas de outrora. Porém, de algum modo estranho & peculiar, é sempre um jeito de lembrar o 2012 que se esvai.


Leonard Cohen - Come Healing: o Cohen é, pra mim, uma versão mais turbinada e melhor do Dylan - mas é pra mim. Acho o álbum que ele lançou esse ano, o Old Ideas, uma coisa primorosa. É mau, as letras são duras, tem desesperança & redenção. Come Healing, lá dentro, funciona como uma falso-bálsamo, que mistura a voz grave do Cohen com aquele coro que ainda se precisa explicar. Classe classe.





Rufus Wainwright - Bitter Tears: o Rufus, depois de um álbum de que não gostei e depois de quase furar o Release the Stars, apareceu esse ano com um novinho e supostamente pop disco, o Out of Time. Ouvi, reouvi e fiquei com as manias de Bitter Tears, que é amarga e cruel como já se supõe pelo título. Só faltou o clipe que me prometeram.

Madonna - Love Spent: sim, eu deveria negar & fingir que não ouvi nunca sequer uma musiquinha. Sim. Sim. Sim. E pra todas as acusações. A moça lançou em 2012 o MDNA, talvez o pior dos seus álbuns desde 1989. A moça errou, lançou singles risíveis, chamou produtores duvidosos. Entretanto, porém & todavia, lá pelos finais do álbum, com a mão ainda certeira do Orbit, Madonnão ainda criou uma faixa espetacular, que mistura dance minimalista, banjos e aquele som pesadão que detesto no cd. A faixa é Love Spent e não há como não lembrar de que ela faz, mesmo no pop, um grande som.

Allo Darlin' - Talullah: ninguém não se empolgou muito com o disquinho, mas os anos 90 e o Belle & Sebastian ainda conformam meus gostos. Talullah, musiquinha do meio do Europe - estranhamente a faixa sete, que sempre prefiro -, é aquela muito doce: vozinha de moça e muito banzo "And it's been a long time/Since I've seen all my old friends"



Céu - Eclipse Oculto: como eu gostei muito do Tributo ao Caetano  - porque prefiro ouvir versão do Beck a música supostamente nova e muito ruim -, é preciso uma menção honrosa pra versão da Céu do Eclipse Oculto. Ficou completamente feliz & tola, como a canção sempre deliciosamente pareceu.

Santigold: The Riot's Gone: eu gostei tanto tanto do primeiro álbum dessa moça (o homônimo, de 2008), de fazer dancinha & cantar alto, que quando ouvi o Master of My Make-Believe fiquei assustado & intranquilo. Como por onde eu ando não foi possível não ouvir compulsivamente o cd, acabou que semi-entendi o que rolava e especialmente essa música, The Riot's Gone,  fez meu gostinho clichê-balada-triste amar pratodavida - e nem preciso dizer que é justamente a faixa sete.

First aid Kit -Emmylou: as mocinhas do First Aid estavam no meu tocador há tempos e nesse ano apareceram no iTunes com Emmylou. Bastou isso e baixou-se single, álbum (The Lion's Roar) e por aqui houve gente que quase furou o disco. Particularmente, gosto de Emmylou porque tem aquele intertexto folk-romântico, com as vozinhas das suecas-quase-country, uma coisa pra lá de rica.



Father John Misty- Now I'm Learning to love war: admito que fui ouvir o álbum só porque: 1) O cara é do Fleet Foxes, que pra mim ainda é imbatível; 2) O nome dele é Joshua Tillman, o que já me parece um sinal; 3) Li umas coisas que afirmavam que se tratava de um puta cd, o que pra mim interessa. Então, o negócio é o seguinte: vai em qualquer das faixas e começa a chamar ela de verdadeiramente sua no momento seguinte. Para os climas bélicos desses finais de ano e de mundo, nada como a musiquinha de quem aprendeu a amar a guerra - a escolhida para a listita do Sines.

Jens Lenkman - Every Little Hair Knows Your Name: fui apresentado ao moço em 2009 e naquelas de não-gosto-muito-desse-estilo, deixei pra lá. O álbum novo, I know what love isn't (2012), eu ouvi até que muito e acho a musiquinha de tolo, que fecha a produção - essa Every Little Hair... - , uma daquelas  faixas que se guarda para momentos esquizoides & obsessivos fundamentais.

CINCO FILMES PARA VER ANTES QUE O MUNDO ACABE

Por Andrei Vanin 

O Sines encerra suas atividades neste ano. Para fechar os trabalhos, nos propomos a fazer nossa própria lista de filmes e músicas. Assim, listei abaixo cinco filmes que valem à pena. A escolha de alguns foi por simples simpatia e apreço pelo tema. Outros, pela genialidade e prêmios que receberam, recebem ou receberão. 

1) A separação (2012) – do diretor Asghar Farhadi, narra a história de Nader e Simim que divergem sobre a ideia de sair do Irã. A mãe quer sair para dar melhores condições de vida à filha Termeh. Não havendo um acordo entre o casal, eles se separam. O filme ganhou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, entre outros prêmios. O final é o melhor! 



2) Drive (2011) – é de 2011, mas chegou pelo Brasil neste ano. Dirigido por Nicolas Refn, o longa mistura ação e drama. A trilha sonora da à voz a Ryan Gosling, o personagem principal. O diretor ganhou Prêmio de Melhor Direção em Cannes. É um filme para ser ouvido. 

3) Looper – Assassinos do Futuro (2012) - do diretor Rian Johnson, o longa é um daqueles filmes com um começo um tanto cruel e sombrio e que vai se desenvolvendo e mostrando toda sua complexidade, até ter um final surpreendente. 

4) A pele que habito (2011) – outro que fez carreira este ano. Do renomado diretor Pedro Almodóvar, o longa narra o trauma da filha do cirurgião Robert Ledgard. Norma (a filha), que havia perdido sua mãe, é estuprada. A partir daí, Robert traça um plano para se vingar do estuprador e trabalha questões que vão de transformações plásticas a sentimentos um tanto perturbadores. 

5) This must be the place (2011) - chegou por aqui em 2012. Dirigido por Paolo Sorrentino, é um daqueles filmes que tem uma narrativa simples, mas surpreendente. O filme retrata a vida de um roqueiro aposentado, que não faz shows a mais de 20 anos, mas continua a se vestir e viver como se fosse uma estrela do rock. A descobrir que seu pai foi alvo de soldados nazistas, ele passa a procurá-los na tentativa de vingar-se por seu pai.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DA SÉRIE: CLIPINHOS PARA COLECIONAR

O Dirty Projectors, sempre uma banda a se olhar e se ouvir, lançou ontem novo clipinhio-inesquecível-pós-apocalípitico, daquela musiquinha de abertura do Swing Lo Magellan (2012), Offspring Are Blank, cheia de vocais e intenções.

Nesses finais de tudo, bota pra tocar e aproveita.

domingo, 9 de dezembro de 2012

OS FINALMENTES

Sinestésicos chega ao fim nesse 2012 de meu deus e tem ainda duas atrações.

No dia 14 de dezembro, às 19h30min, rola a última edição do Diálogos, Ensino em Espaços Não-Formais de Educação, capitaneada pela Isabel Gritti.

No sábado, dia 15 de novembro, às 14h, acontece a última sessão do Cinema e Saberes, a Sessão Kieslowski. Serão exibidos os filmes A Liberdade é Azul e Não Matarás, com comentários do Jerzy Brzozowski.

Faz a linha last goodbye e aparece por lá.