Mostrando postagens com marcador Cinema e Saberes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema e Saberes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CINCO FILMES PARA VER ANTES QUE O MUNDO ACABE

Por Andrei Vanin 

O Sines encerra suas atividades neste ano. Para fechar os trabalhos, nos propomos a fazer nossa própria lista de filmes e músicas. Assim, listei abaixo cinco filmes que valem à pena. A escolha de alguns foi por simples simpatia e apreço pelo tema. Outros, pela genialidade e prêmios que receberam, recebem ou receberão. 

1) A separação (2012) – do diretor Asghar Farhadi, narra a história de Nader e Simim que divergem sobre a ideia de sair do Irã. A mãe quer sair para dar melhores condições de vida à filha Termeh. Não havendo um acordo entre o casal, eles se separam. O filme ganhou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, entre outros prêmios. O final é o melhor! 



2) Drive (2011) – é de 2011, mas chegou pelo Brasil neste ano. Dirigido por Nicolas Refn, o longa mistura ação e drama. A trilha sonora da à voz a Ryan Gosling, o personagem principal. O diretor ganhou Prêmio de Melhor Direção em Cannes. É um filme para ser ouvido. 

3) Looper – Assassinos do Futuro (2012) - do diretor Rian Johnson, o longa é um daqueles filmes com um começo um tanto cruel e sombrio e que vai se desenvolvendo e mostrando toda sua complexidade, até ter um final surpreendente. 

4) A pele que habito (2011) – outro que fez carreira este ano. Do renomado diretor Pedro Almodóvar, o longa narra o trauma da filha do cirurgião Robert Ledgard. Norma (a filha), que havia perdido sua mãe, é estuprada. A partir daí, Robert traça um plano para se vingar do estuprador e trabalha questões que vão de transformações plásticas a sentimentos um tanto perturbadores. 

5) This must be the place (2011) - chegou por aqui em 2012. Dirigido por Paolo Sorrentino, é um daqueles filmes que tem uma narrativa simples, mas surpreendente. O filme retrata a vida de um roqueiro aposentado, que não faz shows a mais de 20 anos, mas continua a se vestir e viver como se fosse uma estrela do rock. A descobrir que seu pai foi alvo de soldados nazistas, ele passa a procurá-los na tentativa de vingar-se por seu pai.


domingo, 9 de dezembro de 2012

OS FINALMENTES

Sinestésicos chega ao fim nesse 2012 de meu deus e tem ainda duas atrações.

No dia 14 de dezembro, às 19h30min, rola a última edição do Diálogos, Ensino em Espaços Não-Formais de Educação, capitaneada pela Isabel Gritti.

No sábado, dia 15 de novembro, às 14h, acontece a última sessão do Cinema e Saberes, a Sessão Kieslowski. Serão exibidos os filmes A Liberdade é Azul e Não Matarás, com comentários do Jerzy Brzozowski.

Faz a linha last goodbye e aparece por lá.



domingo, 11 de novembro de 2012

O EXÉRCITO DE BRANCALEONE

Fotos de Leonardo de Carvalho Prozczinski

E no tornado arquivo sábado-ontem, dia 10 de novembro, aconteceu a Sessão Ken Loach, do Projeto Cinema e Saberes. O professor Cassio (Cunha / Soares) Brancaleone fez sua intervenção, assistiu-se aos filmes e tudo transcorreu politicamente solar.

Para guardar no interdiscurso desses quase derradeiros eventos sinestésicos, Sr. Prozczinski fez as fotos, sem muita tretagem & filtraria, numas de neo-realismo italiano.







Mais fotos:  lá no Facebook do Sines.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

TODOS OS FILMES DO SR. RIBEIRO

Por Andrei Vanin 

A série playlist do Sines anda assombrando a UFFS. A qualquer momento pode-se ser surpreendido com perguntas e com um pedido para que se faça uma playlist. Geralmente, pede-se um top five geral, mas como observa o preciso físico Anderson Ribeiro, fazer uma lista " não é uma tarefa muito fácil. Muito mais fácil seria fazer um top five filmes de algum estilo ou tema, uma vez que escolher entre um filme de aventura (como Matrix) e um filme clássico (Trainspotting), que são ambos muito bons, porém muito diferentes para serem comparados.” 

O professor Anderson então sugeriu - e acatamos - um "tipo de critério (mágico)" e fez seu Top 5 de Cinema: 

1 - High Fidelity (Alta Fidelidade, 2000) – Anderson Ribeiro afirma que o filme é baseado na peça teatral homônima, que narra os conflitos de um homem na faixa dos 30 anos em relação a estabelecer um relacionamento estável e suas perspectivas de vida. O filme se passa como uma peça teatral, com o personagem dialogando com o público em muitos momentos. A direção é de Stephen Frears.



2 - Amores Perros (Amores Brutos,2000) – Filme mexicano do ano 2000, que conta três histórias de "amor", independentes, conectadas por um acidente de trânsito. Um de seus pontos altos é a atuação de Gael García Bernal. O longa é dirigido por Alejandro Gonzáles Iñárritu.


3 - O Alto da Compadecida (2000) – Filme brasileiro de histórias fantásticas, baseado no romance de Ariano Suassuna, do mesmo estilo de O Homem que enfrentou o Diabo. Narra as histórias de João Grilo e Chicó no nordeste brasileiro. 

4 - A invenção de Hugo Cabret (2011) – Filme de 2011, que faz uma homenagem a George Méliès, um dos pioneiros do cinema atual, com a introdução de "efeitos especiais". O filme narra história de um órfão que vive numa estação de trem e sua trajetória para desvendar um mistério que envolve a morte de seu pai. O longa é dirigido por Martin Scorsese.


5 - La Mala Educación (A Má Educação, 2004) – Filme espanhol de 2004, dirigido por Pedro Almodóvar, que conta, principalmente, a vida de dois meninos, desde sua infância num colégio religioso até a idade adulta. O filme é tenso do início ao fim, trata de temas fortes de maneira impactante, segundo nosso entrevistado.


Anderson Ribeiro aponta que “a lista tem que conter várias partes, igualmente indispensáveis, tem que ter filmes de várias variantes, para mostrar flexibilidade e irreverência”. Pensando nisso, ele fez indicações de filmes a partir de suas "taxionomias". Para conter angústias, abrimos um espaço para ele apontar mais quinze. O Top 20 ficou completo assim: 

Top 5 - "Gênero Filmes Fortes" 
1 - Laranja Mecânica 
2 - Abre los Ojos (Ou a versão americana, igualmente boa, por mais surpreendente que pareça: Vanilla Sky
3 - Lavoura Arcaica 
4 - Old Boy 
5 - Lanternas Vermelhas 

Top 5 - "Filmes de Ficção" 
1 - Blade Runner 
2 - Matrix 
3 - O Labirinto do Fauno 
4 - O Senhor dos Anéis 
5 - O Show de Truman 

Top 5 - "Filmes com Final Surpreendente" 
1 - Nueve Reinas (Nove Rainhas)
2 - Lock, Stock and Two Smoking Barrels (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumengantes
3 - Ocean's Eleven (11 Homens e Um Segredo
4 - Fight Club (Clube da Luta
5 - Night of the Living Dead (A Noite dos Mortos Vivos)


Sines agradece o professor Anderson - pelos filmes, pela colaboração e pela paciência.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CÁSSIO BRANCALEONE: CINEMA ENGAJADO & AFINS

Por Andrei Vanin 

Para entrar no clima da Sessão do Cinema e Saberes de sábado, dia 10 de novembro, que exibirá Terra e Liberdade e Uma Canção para Carla, do diretor Ken Loach, o Sines foi entrevistar o sempre camarada professor Cassio Brancaleone, o debatedor da Sessão. Para dar aquele friozinho na barriga e entender o que rola, vale conferir a entrevista: 

1) Você poderia precisar em que momento histórico surgiu a expressão ou definição de “arte engajada” e qual o objetivo desse conceito / movimento? 

Primeiramente seria interessante expressar o que se pode entender por “arte engajada”. De algum modo, me parece que as chamadas “vanguardas artísticas” do início do século XX abriram as primeiras reflexões mais contundentes que pendularam entre as dimensões (e usos) políticos da arte e o envolvimento de artistas no campo das lutas sociais. Por sua vez, o realismo socialista e a arte soviética que se consolida no pós-1917 alimentam uma visão instrumental da arte como ferramenta político-ideológica que deve servir à emancipação da classe trabalhadora (naquele contexto entendido como a reprodução do regime político que falava em seu nome). Mas o termo engajamento, tal como difundido correntemente, sem dúvida remete a Jean Paul Sartre e ao contexto cultural e sócio-político dos anos 50 e 60. Na Europa, sobretudo, isso entrava em virtuosa sintonia com o complexo processo de contestação geracional e estudantil que desaguou nos episódios de 68, que buscava colocar em xeque o modelo de organização social patriarcal-assalariado-burocrático-hierarquizado baseado no fordismo. Na América Latina e no mundo africano e asiático, a arte engajada foi ao mesmo tempo a manifestação estética e fio condutor cultural dos processos de descolonização, de luta de libertação nacional e de superação dos regimes militares nitidamente vinculados ao capital estrangeiro. De todo modo, no centro ou na periferia do capitalismo, falar em “arte engajada” era um modo de evocar as estreitas e (contraditórias) vinculações entre cultura e política, situando o artista e a sua linguagem em um campo de luta onde não parecia possível ser neutro ou desinteressado. 



2) Você vê alguma relação (se existe) entre a arte engajada e Sartre e de como Sartre delimita e se refere a esse conceito de engajamento para o papel dos intelectuais na sociedade? 

Creio que parte da resposta a esta questão foi apresentada acima. Complemento apenas: Sartre parece ter uma visão muito clara e incisiva sobre o papel social e político dos intelectuais (e isso é algo que transcende o existencialismo e, pode-se considerar quase como um “espírito de época”). Justamente pela posição privilegiada que ocupam no âmbito da divisão social do trabalho, os intelectuais são aqueles atores que podem se dar ao trabalho de formular questões e ideias complexas sobre a vida social em suas mais diversas esferas. Representam a instância crítico-reflexiva das sociedades modernas, e nesta condição, possuem as “ferramentas” (os “gládios espirituais”, diria Marx) que são indispensáveis para qualquer processo de condução racional e auto-orientado de mudança e transformação social. O intelectual não pode omitir a “verdade” da exploração, da opressão, da dominação, etc. Claro que, entre não omitir a “verdade” e fazer dela uma “causa militante” do ponto de vista prático, existe uma abismo infinito de possibilidades. 

3) No Brasil, se observou e se observa movimentos que lutam por uma arte engajada? 

Sem dúvida. Ainda que não se possa reduzir todos eles ao “rótulo sartreano”, os anos 50 e 60 no Brasil foram muito ricos em termos de experiências de interlocução criativa e militante entre arte e política. Os exemplos são muitos, mas refratários a qualquer tentativa de uniformização: do CPC da UNE ao teatro de Arena Augusto Boal e Vianninha, passando ao cinema novo com Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Rui Guerra, além de certas expressões da MPB que, se não encarnaram diretamente um projeto de engajamento visivelmente delimitado, contribuíram para a politização do/no cenário musical brasileiro. 

4) No cinema, a arte engajada consegue, na sua opinião, atingir os objetivos (se é que esse movimento tem), sejam políticos, ideológicos e se aproximar do público no geral? 

Adquirir existência e materialidade, por si, já é atingir um objetivo para qualquer ação do campo artístico que se quer ou pensa engajada. E no caso do cinema em especial, os efeitos são muito menos previsíveis e imediatos. Pode parecer (e é) paradoxal: não se “politiza” um assunto/tema simplesmente massificando-o, mas não se pode prescindir de “algum público” se se quer provocar e desencadear certas reações e desdobramentos. 

5) Para finalizar, o que esperar do Ken Loach e do seu debate no sábado? 

Não posso fazer previsões sobre o debate, que, invariavelmente, dependerá dos interesses, inquietações e percepções dos participantes. Porém, posso afirmar, sim, que estará em “cartaz” um dos mais importantes e valiosos trabalhos já realizados por Ken Loach (me refiro a “Terra e Liberdade”), não apenas por seu “valor político” mas também por sua qualidade narrativa e estética.


Em tempo: Sines aproveita e agradece muito o professor Cassio pela qualidade do papo virtual.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

SINES BOLCHEVIQUE

Sines politiqueiro, no dia 10 de novembro tem nova atração: Sessão Ken Loach, comentada por Cassio Brancaleone.

Serão exibidos dois filmes: Terra e Liberdade e Uma Canção para Carla.
Tudo começa às 14h, no Auditório da UFFS.

Traz a bandeira e prepara o piquete, que é revolução pra não se botar defeito.





sábado, 27 de outubro de 2012

CARROS, PÚBIS E TALS: A REESTREIA

Fotos de Yan Kaue Brasil

Sines então eis que volta, numa tarde de sábado chuvosa, com alguma bizarrize & papos sobre próteses, simulacros, doenças, psis e um mundinho de criaturas que são tão tão queridas de todos nós.

Próxima atração será a Sessão Ken Loach, dia 10 de novembro, comentada por Cássio Brancaleone.

Enquanto dia 10 não chega, dá uma olhada no que rolou hoje, segundo os olhos e os óculos-prótese do Yan Kaue Brasil.

Cena de Crash

O professor Fábio Feltrin sobre Bataille, Derrida & Cronenberg

Plateia filosófica

Plateia perplexa (no centro, detalhe)


Para conferir mais fotos do Yan, corre no Facebook do Sines.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UMA REESTREIA?

Por Andrei Vanin 

Nicole Kidman, musa nos anos 00, passou cerca de doze anos esquecidas pelas telinhas. Depois de ter brilhado em produções hypadas como Eyes Wide Shut (1999), The Hours (2001), The Others (2001), Moulin Rouge (2001) e Dogville (2003), Nicole parece ter desanimado e não ter feito boas escolhas ao atuar em filmes fracos, como em A intérprete (2005), o equivocado A pele (2006), e o desastroso Nine (2009), que nem conseguiu se pagar – o filme custou 80 milhões de dólares e faturou apenas 53 milhões. 

Kidman como Grace Kelly: retorno

Apesar dos fracassos, Nicole parece estrear uma nova fase da sua vida. Em 2010, atuou no drama familiar Reencontrando a Felicidade (Rabitt Hole), que não teve a repercussão esperada em bilheterias, mas que trouxe indicações a prêmios. Este ano, já atuou no polêmico The Paperboy, onde protagoniza cenas explícitas, inclusive "urinando" em seu companheiro de elenco, Zac Efron, e em Hemingway & Gellhorn, filme de TV dirigido por Philip Kaufman e adorado por público e crítica nos EUA. Além disso, Kidman já rodou Stoker, terror que será lançado no ano que vem e tem a direção de Park Chan-wook, o diretor sul-coreano ovacionado por cada um de seus filmes. 

A ruiva dos olhos azuis ainda está filmando Grace of Monaco, com expectativa de estréia no fim de 2013 - a direção é de Olivier Dahan. Parece mesmo que a Nicole Kidman esqueceu o botox e encaminhou-se para o óbvio: o retorno a aura de musa indie de Hollywood.





Nicole Kidman - IMDb

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

NÚMEROS INTERDISCURSIVOS

E antes que se esqueça: cartaz do Sines é feito de revival, lá de 2005, do álbum de estreia de um dos primeiros grupos dulcíssimos da Inglaterra nos 00, o já longínquo The Magic Numbers.



Para saudosos & citadinos, clipezito de I see you, You see me.

OUTRA ESTREIA NA VIDA

Qual Balzac lá nos XIX, Sines tem estreias na vida.

Dia 27, então, guarda um espaço na taquicardia, e aparece: Cinema e Saberes, Sessão David Cronenberg.

Dois filmes: Crash e Spider.

Comentários audaciosos e pós-tudo de Fábio Feltrin.

14h. UFFS.


domingo, 29 de abril de 2012

ANIMAÇÃO, PIPOCA E ORIENTE


Por Deloan Mattos Perini 

No último sábado (28/04), o Sines realizou uma sessão dupla de cinema com os premiados filmes A Viagem de Chihiro (2001) e O Castelo Animado(2004), ambos do diretor Hayao Miyazaki. O evento aconteceu no hall do 3º andar da UFFS e contou com a presença de alunos e professores da Universidade e das crianças da Obra Santa Marta, que, comendo pipoca, assistiram entusiasmadas à primeira sessão.

Chihiro (ao longe...)



A viagem de Chihiro narra a história de uma menina mimada que, no percurso até sua nova cidade, ingressa em mundo repleto de criaturas estranhas, situações inusitadas e muita aventura. Chihiro amadurece rápido ao se deparar com situações que desafiam seus medos e limitações, fazendo com que a menina abandone seus caprichos para salvar seu novo amigo, Haku, e seus pais - que foram enfeitiçados. Ao final do filme foi realizado um debate conduzido pelo professor Paulo Bittencourt, da UFFS, que ressaltou o caráter interpretativo da animação: “devemos observá-la apenas como uma obra de arte”. Segundo Bittencourt, isso pode ser um modo de não se exigir uma interpretação racional sobre os eventos ocorridos no filme. 

Paulo sobre Chihiro e cultura oriental


Na segunda sessão, O Castelo Animado, Miyazaki nos leva até um castelo mágico que viaja por lugares fictícios em que seus cidadãos convivem com magia, feiticeiros e bruxas. O longa, repleto de aventuras, acontece em um cenário de guerra onde se desenrolam várias tramas em paralelo: uma garota que envelhece devido a um feitiço, um feiticeiro habilidoso que luta sozinho contra o exército da rainha e um castelo que anda movido por um espírito do fogo. 

Uma característica comum desses filmes é a não existência de heróis e vilões claramente definidos, aspecto que normalmente marca os filmes de animação. O desafio de decifrar as intenções dos personagens é sempre interessante. Nas duas obras, Miyazaki convida o espectador a ingressar em histórias fascinantes através de animações espetaculares, que superam muitas produções japonesas e americanas da atualidade.

Plateia heterogênea ouvindo...