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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

AS QUE RISCARAM A BOLACHA: TOP 10 DE 2012

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski 

Lá vem o Sines, dando seus últimos suspiros em 2012 – e quiçá no mundo. Sendo assim, o alarde está feito e apresento – depois de muito pensar, ouvir & reouvir – as dez “tracks mais mais” deste ano quem sabe apocalíptico. A lista é completamente imune à imparcialidade. 

Menos é mais: The Black Keys

The Black Keys – Lonely Boy: tendo tudo para ser a melhor música de 2012, Lonely Boy e seu videoclipe viral fizeram a dupla de rock The Black Keys estourar e empilhar fãs por onde passaram.




Grimes – Oblivion: entre gritinhos, sussurros e gemidos, Grimes conquistou tanto pela música, quanto pelo clipe, que foi gravado meio que no improviso durante dois eventos em Montreal. Não é à toa que a mocinha é musa do Sines nesta última etapa.

Mystery Jets – Someone Purer: de dar arrepios a cada audição, o refrão “give me rock n’ roll” aliado de “OoOos” e um ritmo suave faz de Someone Purer a obra prima dos Jets em 2012.

Alabama Shakes – Hold On: buscando nos anos 60 & 70, o Alabama Shakes traz em Hold On um pouco do que estas duas décadas nos deram: blues, soul, funky e R&B. Impossível não gostar da entonação de Brittany Howard.

 


The Lumineers – Ho Hey: fazendo a linha folk-rock, Ho Hey apresentou o trabalho do grupo The Lumineers munida de violão, tambor, palmas e um coro “bonitinho”.

Ladyhawke – Girl Like Me: psicodélica & insana, Ladyhawke voltou com tudo em 2012, abusando de guitarras, teclados e sintetizadores, fazendo uso de Girl Like Me para abrir o álbum Anxiety com as garras à mostra.

Two Door Cinema Club – Someday: recentemente citados aqui no Sines, o TDCC apresenta em Someday uma energia singular, além de uma bela composição, fazendo-os entrar nessa lista tão bem conceituada em tão pouco tempo.

Japandroids – The Night Of Wine And Roses: o ano foi das duplas, pelo menos para o rock. Tal qual o The Black Keys, o Japandroids faz a linha básica do rock: voz, guitarra e bateria. A faixa de abertura de Celebration Rock não poderia ser melhor e mais viva.

Fun. – We Are Young: encerrando as beldades de 2012, We Are Young, tão cansada e decorada, arrepia até os que a desconhecem. Visivelmente uma das melhores produções desse ano tão escasso. Uma estrela dourada para Janelle Monáe, que fez um verso singelo dar um brilho único à música.

Of Monsters And Men – Little Talks: escapando um pouco de 2012, a menção honrosa desta lista fica com a indie/folk Little Talks, que concilia incrivelmente as vozes de Nanna Hilmarsdóttir e Ragnar Pórhallson em um clima alegre & dançante embalado por “HEYs”.


É HORA DE DAR TCHAU


Por Yan Kaue Brasil 

Com clima de fim, despedida, adeusinho & chororô, Sines dá tapinha nas costas e diz tchau; adeus; até a não-volta. Porém-entretanto-todavia-sobretudo, tem top (less) 10 de finaleira, coisa rápida, sem gaguejo, pelo ían: eu. 

10 Robyn – Call Your Girlfriend: não é 2012, muito menos 2011, é 2010, porém Robyn é interdiscurso do Sines e, sobretudo, dona de um dos álbuns pops mais elogiados dos últimos tempos. Pra lá de empolgante, Call Your Girlfriend é de vestir o maiô e o creeper e dançar com a família na boate. 



09 Goldfrapp – Melancholy Sky: o duo Goldfrapp lançou nesse ano o disco The Singles (2012), uma compilação com todos os seus singles, além de duas novas músicas. Uma delas é Melancholy Sky: música de clima leve, quase orquestral, que chega a um clímax nostálgico em seus coros. 

08 Two Doors Cinema Club – Sun: banda de indie rock britânica que, em 2012, lançou o álbum Beacon (2012) e Sun é um de seus singles. Sun é dançante, com guitarra estridente e coro (& dancinha) contagiante. 

07 The Vaccines – I Always Knew: single do álbum Come Of Age (2012), I Always Knew é nostálgica e empolgante, com uma pegada juvenil viciante. 

06 Fiona Apple – Every Single Night: após seis anos, Fiona apresenta seu novo álbum, The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do (2012), cheio de sensibilidade confessional, porém com uma abordagem amadurecida. Every Single Night é densa, com direito a rugidos e doçuras. 

05 Patti Smith – Amerigo: Banga (2012), última álbum da poetiza e musicista Patti Smith, foi adorado pela crítica. Amerigo, em especial, carrega essa veia poética de Patti, com questionamentos e despedidas. 

04 The XX – Chained: Coexist (2012) é o ultimo álbum da banda The XX, no maior clima dias-cinzas-&-cafés. Chained, a faixa-single não se dispersa: é banzo, modesta, reflexiva - o que o Prozczinski chamaria de “beleza silenciosa”. 

03 Amanda Palmer – The Killing Type: com a ajuda de seus fãs, Amanda Palmer arrecadou mais de 1 milhão de dólares a produção de seu novo álbum, Theatre is Evil (2012), sendo The Killing Type o single. A faixa tem um pegada rock n’ roll crua e agressiva.




02 Muse – Madness: a banda britânica, que permeia o progressivo e o alternativo, lança em 2012 o álbum The 2nd Law (2012), sendo Madness um dos singles lançados. A faixa pode ser considerada uma das mais bem sucedidas do álbum: um jogo de vibrações sobre (não-) liberdade e reconciliações. 

01 Grimes – Genesis: a canadense Claire Boucher ganhou meu S2 em Visions (2012), seu último álbum. Uma mistura coesa de diversão, alucinação & sobreposição. Genesis, sobretudo no clipe, apresenta essas características: é dançante, empolgante, com direito a gritos, sussurros e coreografia bizarra.