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terça-feira, 23 de outubro de 2012

A TEMPORADA DE BETH

Beth Orton é uma inglesa do tipo colaborativa: nos anos noventa, estava nos vocais de música do William Orbit e do Chemical Brothers. Fez ainda algumas trilhas para cinema, a pedido de seus amigos diretores.

Orton
Pelos dias de hoje, a moça acaba de lançar Sugaring Season (2012, setembro) e cada vez aparece mais folkmente introspectiva: flautas, banjos, pianos e uns vociferares eletrônicos fazem a alegria dos que esperaram desde 2006 por nova aparição.

Pra viciar e fazer furar a bolacha na vitrolinha, clipe-classe da faixa de abertura, Magpie.



Beth Orton - iTunes

domingo, 14 de outubro de 2012

DELIRANDO COM BANJOS

Por Mateus Moreno Sá

Entre sonoridades sulistas, folclóricas e altruístas, o segundo passo do quarteto Mumford & Sons chegou às mídias: Babel (2012). O conjunto ficou reconhecido nestes dois últimos anos, ganhando espaço nas trilhas de propagandas importantes, apesar de seu primeiro trabalho, Sigh No More, datar de 2009.

Mumford e filhos.
Sigh No More falava sobre esperança, com alguns versos muito parecidos ao longo da obra. Em Babel, o foco se diferencia: a composição das letras não tem um “refrão” comum entre suas músicas. É uma proposta arriscada, que pode fazer o resultado musical parecer “forçado” e cansativo ao ouvinte. Babel é muito criticado. Para a Mojo, “É mais que um decente álbum de nu-folk, Babel é um genial álbum pop”; para a NME, “não é uma surpresa”, e sim algo já martelado. 

O álbum, por mais revivalista que seja, tem um ar contemporâneo que o acompanha. Foi gravado num formato que deixa tecnicamente o som impecável, além de ostentar a grande qualidade de arranjo das músicas, como é possível ver em Lovers’ Eyes, e nas primeiras faixas que abrem a obra. No single esperançoso I Will Wait, o banjo aparece como elemento principal de base harmônica. 

Os quatro músicos dominam bem seus instrumentos, e isso impressiona por se diferenciar dos padrões estereotipados de banda. Já na edição de luxo, a banda faz um cover de Simon and Garfunkel, The Boxer, e acaba dando uma nova roupagem a um clássico, sem deformar a versão original. Mumford avançou com seu novo trabalho, não se distanciando de suas origens - com direito, ainda, a cantoria e dança.


Mumford & Sons - iTunes
Mumford & Sons - Facebook


segunda-feira, 25 de junho de 2012

(MAIS) EXOTISMO ISLANDÊS

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski

A Islândia não se cansa de lançar músicos talentosos. A bola da vez é o Of Monster And Men. É estranho como de um lugar tão remoto e gélido possa surgir músicos tão calorosos, divertidos e com certa “facilidade” para compor deliciosas melodias. Nascida em 2009, a banda ganhou um concorrido festival nacional (Músíktilraunir), o que os levou à assinatura com uma gravadora. Com isso, o grupo lançou o single Little Talks, que não demorou pra posar entre as músicas mais tocadas em rádios norte-americanas. Tamanho sucesso fez com que a banda lançasse, em setembro de 2011, seu primeiro álbum: My Head Is An Animal.

Monstros?

O grupo simboliza tudo o que o mercado independente tem de melhor, a começar pelo já mencionado single - uma canção repleta de elementos pop, com “gritinhos hey”, “claps” e clima vibrante. Dirty Paws abre o disco lentamente, usando apenas voz e violão, que logo dá lugar ao refrão marcado por uma espécie de coral cantando “lalala”.


A seguir, em King And The Lionheart, fica claro como as vozes de Nanna e Ragnar se complementam em um “folk rock”. Talvez a única faixa que possa ser questionado, em um disco que transcorre exibindo pura consistência, seja a finalíssima Yellow Light e sua demasiada melancolia.


Como trabalho de estreia, My Head Is An Animal revela a qualidade da banda, sem as exigências de mercado, deixando exposta a sua alma. Of Monsters And Men exibe um talento invejável, tanto singularmente quanto no conjunto da obra, fazendo seus fãs imaginarem o que pode vir adiante.






Of Monsters And Men – iTunes
Of Monsters And Men – Official Website
Of Monsters And Men – Facebook






sexta-feira, 6 de abril de 2012

PLAYLIST // JERZY BRZOZOWSKI

 Por Leonardo de Carvalho Prozczinski

O Sinestésicos traz, hoje, para iniciar uma espécie de Chá das Cinco com o pessoal da UFFS -  e arredores - em forma de Playlist,  a conversa com o professor Jerzy Brzozowski, do curso de Filosofia, da UFFS Erechim. Fã confesso do estilo folk, Jerzy diz gostar do folk americano e celta. Estas são as faixas (e bandas) que mais rodam em sua vitrola: 

Fleet Foxes - Sim Sala Bim e Tiger Mountain Peasant Song (do primeiro álbum): o Fleet Foxes lançou em 2011 seu segundo álbum, Helplessness Blues. Tido pela Pitchfork como "profundo, complexo e intrigante", o disco conta com um vocal reverberado, backing vocal hipnótico e transcorre suas faixas de forma coesa. 






Matthew and The Atlas - Come out of The Woods: também pelo lado americano do folk, o grupo menos badalado Matthew and The Atlas é liderado pelo vocal rouco de Matthew Hegarty, que casa perfeitamente com os banjos, percussão e claps envoltos na voz mais delicada de Lindsay West. A banda ilustra o pensamento do professor Jerzy, quando fala que "na cena folk há uma valorização da sinceridade, do virtuosismo e das produções despretensiosas". 



Blowzabella - Origin of The World: originário do Reino Unido, o Blowzabella é a imagem do folk celta. Em seu álbum Wall of Sound, fizeram uma verdadeira parede de som através de complexas interações melódicas entre gaitas de fole e sanfonas. Com muitos discos na bagagem, um chama atenção por dois motivos: Pringa Frenzy é o único CD ao vivo do grupo e, pasmem, foi gravado em uma turnê no Brasil. 



Snaarmaarwaar - Phosphor Bronze (álbum): o professor da UFFS também mencionou o último álbum do grupo belga Snaarmaarwaar como um de seus favoritos. A banda, assim como o Blowzabella, tem como característica o estilo folk celta. Phosphor Bronze, de 2011, exibe uma melodia sutil e emocionante. O nome faz referência ao material utilizado apenas nas melhores cordas para instrumentos. 

Snaarmaarwaar em apresentação

Jerzy também tem o costume de ouvir podcasts como The D6 Generation (sobre jogos de tabuleiro), Sidebar Nation (sobre ilustração) e Writing Excuses (sobre escrita e ficção). Além disso, lembrou que, em breve, a UFFS também terá seu próprio podcast, o Res Cogitans, que tratará sobre a ciência e suas representações na filosofia, história e arte. 


Jerzy Brzozowski – Facebook