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segunda-feira, 25 de junho de 2012

(MAIS) EXOTISMO ISLANDÊS

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski

A Islândia não se cansa de lançar músicos talentosos. A bola da vez é o Of Monster And Men. É estranho como de um lugar tão remoto e gélido possa surgir músicos tão calorosos, divertidos e com certa “facilidade” para compor deliciosas melodias. Nascida em 2009, a banda ganhou um concorrido festival nacional (Músíktilraunir), o que os levou à assinatura com uma gravadora. Com isso, o grupo lançou o single Little Talks, que não demorou pra posar entre as músicas mais tocadas em rádios norte-americanas. Tamanho sucesso fez com que a banda lançasse, em setembro de 2011, seu primeiro álbum: My Head Is An Animal.

Monstros?

O grupo simboliza tudo o que o mercado independente tem de melhor, a começar pelo já mencionado single - uma canção repleta de elementos pop, com “gritinhos hey”, “claps” e clima vibrante. Dirty Paws abre o disco lentamente, usando apenas voz e violão, que logo dá lugar ao refrão marcado por uma espécie de coral cantando “lalala”.


A seguir, em King And The Lionheart, fica claro como as vozes de Nanna e Ragnar se complementam em um “folk rock”. Talvez a única faixa que possa ser questionado, em um disco que transcorre exibindo pura consistência, seja a finalíssima Yellow Light e sua demasiada melancolia.


Como trabalho de estreia, My Head Is An Animal revela a qualidade da banda, sem as exigências de mercado, deixando exposta a sua alma. Of Monsters And Men exibe um talento invejável, tanto singularmente quanto no conjunto da obra, fazendo seus fãs imaginarem o que pode vir adiante.






Of Monsters And Men – iTunes
Of Monsters And Men – Official Website
Of Monsters And Men – Facebook






sábado, 9 de junho de 2012

CYNDI HAWKE

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski 

Após conquistar corações em 2008 com seu primeiro álbum, que, segundo a revista norte americana Rolling Stone, “exibia um flamejante pop revivalista”, Ladyhawke lançou, mais precisamente no mês passado, seu segundo disco, intitulado Anxiety. O nome, pelo que disse a cantora em entrevista à Spin, deriva da expectativa criada pelos fãs por um novo trabalho. 


Lady (Gaga?) Hawke

O retorno da artista é caracterizado pela forte aposta no uso abusivo de guitarras mescladas com sintetizadores e teclados que já apareciam no primeiro disco, dando forma a um som mais encorpado. Para tal, a cantora diz ter buscado referência no trabalho dos Pixies, Bowie e Nirvana, sendo comparada com Cyndi Lauper pela BBC. 

A psicodélica anos 60 Girl Like Me abre o álbum com Ladyhawke já mostrando as garras com seu novo estilo. Logo em seguida, a faixa que, segundo a cantora, teve maior influência de David Bowie, Sunday Drive, mostra-se um pop melancólico com momentos de excitação entre guitarras e distorções. Black White & Blue é, sem dúvida, o maior sucesso de Ladyhawke. A faixa, que caracteriza o álbum, tem solos marcantes e um refrão que se fixa na cabeça do ouvinte. E assim o álbum transcorre, com um ritmo e refrões repetitivos, letras marcantes e um tom anos 60. 

Infeccioso é uma palavra chave para definir Anxiety. A “ansiedade” permeia as letras, conectando uma música à outra pelos temas predominantes: autodestruição, obsessão e vaidade. Entretanto, isso não afeta a qualidade musical de Ladyhawke. Au contraire: une as faixas de tal forma que o disco pode ser ouvido “over and over again”.




Ladyhawke – iTunes
Ladyhawke – Official Website
Ladyhawke – Facebook