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terça-feira, 8 de maio de 2012

BACAMARTE PÓS-TUDO


Por Yan Kaue Brasil

Jack White é um desses artistas densos: do cinema à música, da escrita à produção de seus álbuns, ele é conciso e certeiro. À sua forma, ele conduz, com o som estridente de sua guitarra, o seu primeiro álbum solo, Blunderbuss (2012) que, à queima roupa, é mortal.

Jack Blue
Com aversão ao óbvio e às saídas fáceis encontradas pela grande indústria da música, White vai buscar referências – boas referências – nas raízes do rock, do folk e do blues. A abertura do álbum é o resultado: Missing Pieces, que dá vazão ao teclado e mostra que White foi além das seis cordas distorcidas, que existem e são audíveis em Sixteen Saltines, que pode ser considerada a melhor faixa do álbum. Love Interruption é uma bela canção de amor masoquista, regada a piano e às meninas da banda: “Eu quero que o amor/ Pegue meus dedos gentilmente/ E os bata em uma porta/ Coloque meu rosto no chão”.

Além de toda a produção que o próprio White engendrou em seu último álbum, na sua produtora – a Third Man Records –,  o guri ainda dispõe de tempo para participar de projetos paralelos: o The Dead Weather e o The Raconteurs -  que ganhou um Grammy no seu último álbum. Jack ainda produz álbuns para além-mar, como os de Laura Marling, das Black Belles e de Wanda Jackson.

Jack White é "uma fusão completamente moderna do velho mundo masculino e do novo mundo pós-gênero”, confirma a The A.V. Club sobre um personagem que é o “bacamarte” do rock do século 21: imprevisível e, em horas, adorado.


 

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