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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

DA SÉRIE: PLAYLIST - NAUÍRA ZANIN


Por Deloan Mattos Perini 

Dando continuidade ao incrível mundo das playlists dentro da UFFS, o Sines apresenta um Top 5 - Filmes da minha vida. Para essa estreia conversamos com a arquiteta, urbanista e professora Nauíra Zanin, que fez a seguinte lista: 

- Uma simples formalidade (Una pura formalità, 1994): filme francês, dirigido por Giuseppe Tornatore. Segundo Nauíra, deve ser assistido sem saber do que se trata. Logo, não estragaremos a surpresa.




- Bicho de Sete Cabeças (2001): o longa foi baseado no livro Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano Bueno. Um drama nacional, sob direção de Laís Bodanzky, conta, em seu elenco, com Rodrigo Santoro, Cássia Kiss, Caco Ciocler e Othon Bastos. O destaque aqui vai para a trilha sonora, composta por André Abujamra, misturando Zé Ramalho, Zeca Baleiro, os cantores Décio Rocha, Arnaldo Antunes, Geraldo Azevedo a banda de Rap Zona Proibida e o punk rock da Infierno. Esse é o tipo de filme que fica eternamente relacionado à sua trilha, segundo nossa entrevistada. 


- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, 2001): marcou pessoalmente a vida da arquiteta. O filme francês, demonstra em sua trama como pequenas atitudes podem mudar destinos. Dirigido por Jean Pierre Jeunet, o longa foi indicado ao Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro e premiado no Festival Internacional de Edimburgo e no Festival de Cinema de Toronto. 



- Billy Elliot (2000): foi o primeiro filme dirigido por Stephen Daldry e conta a história de um menino de 11 anos que supera os preconceitos da sociedade local ao trocar o boxe pelo balé. O drama musical (muito animado) proporciona toda a energia e animação representada pela dança. Segundo a professora, “esse filme acerta em cheio”. 

Cena de Billy Elliot

Na dúvida sobre qual o último nome a ser indicado para essa lista, nossa entrevistada sugere três filmes do cinema alemão. Os exemplares apresentam temas polêmicos envolvendo juventude, injustiças sociais e ativismo: Adeus, Lênin! (Goodbye, Lenin! 2003),  O que fazer em caso de incêndio (Was tun, wenn's brennt? 2001) e Os Educadores (Edukators, 2004).

Edukators

terça-feira, 3 de julho de 2012

QUIZ(S)IIINES: SOUTHERN WARFORNT


A Banda Southern Warfront apareceu em 2003 e de lá pra cá tem feito algum barulho com seu black metal. Os caras já participaram de vários festivais no Brasil, concederam entrevistas pra revistas especializadas e gravaram álbuns. Em 2010, tomaram Praça Jayme Lago, no primeiro festival do Sines. Nessa semana, sábado, estarão no 3º Festival de Bandas, às 14h, sábado.

Pra esquentar os tamborins & os versos guturais, os caras concederam esta entrevista ao blog:

Southern
Sines: Como rola o som entre vocês (repertório, composição, interpretação...)?
SW: A gente ta sempre ouvindo muitas bandas buscando inspiração, mas geralmente as músicas surgem de um ou dois riffs principais, ai dependendo da sonoridade que a música vai tomando nós vamos incrementando. Nosso repertório sempre foi focado em som mais brutal e agressivo, desde letras até a musica em si.

Sines: Qual o panorama da banda em relação à Erechim e aos sons que são formados aqui?
SW: Para falar a verdade a casa da banda nunca foi em Erechim, sempre tivemos mais espaço tocando fora. Para você ter uma idéia tocamos em 2007 em Erechim depois disso só na primeira edição do SINES , no final de 2010. Claro que depois disso teve algumas apresentações, mas nada comparado as que rolam fora da cidade. 

Sines: Trocam música “boa” por música lucrativa? 
SW: Nosso estilo não é dos que vendem e tem muito espaço, então se estamos nessa é porque gostamos do que fazemos, sem essa de música pra "fresco". Claro que se um dia vier o reconhecimento pelo som que sempre tocamdo vai ser bem vindo, mas nunca esquecendo de nosso, passado nossas dificuldades e sempre se mantendo humilde e respeitando aqueles que nos respeitarem.

Sines: E o ego?
SW: A banda acha necessário, para manter as coisas no lugar. Quando alcançamos coisas que achamos dificeis que alguem alcance um dia é natural que isso se eleve um pouco.

Sines: Qual o público da banda? Procuram atingir um público específico?
SW: O público da banda é mais gente que escuta som pesado mesmo e é esse público que sempre atingimos mais e queremos atingir. Como em Erechim é raro esse tipo de música ,pra muitos se torna barulho - por isso mesmo de nós tocar bastante fora de Erechim.

Sines: A pivotante, esdrúxula & sem sentido: por que o nome da banda?
SW: O nome da banda é algo ligado ao som pesado mesmo, seria "frente de guerra sulista" , e foi um nome que nos indentificou .

Southern Warfront é: Marcos (vocal e guitarra), Tiago (guitarra), André (bateria) e C. Pierre (baixo).
Southern Warfront - MySpace
Southern Warfront - Facebook




segunda-feira, 2 de julho de 2012

HARD & TRASH: RUPTTURA


                                                                                                        Por Leonardo de Carvalho Prozczinski
Foto de Yan Kaue Brasil

A recém-formada Banda RupTTura é uma das sete bandas a se apresentar no Terceiro Festival Intermitente de Bandas, promovido pelo Sines, no dia 7 de julho. Com início em janeiro desse ano, a banda tem forte influência do Sepultura, de onde também deriva o seu nome.


Buscando trazer maior originalidade, o grupo já possui sete composições próprias e planeja até o próximo ano lançar seu primeiro CD. Em suas letras, em português, a banda aborda temas como guerras e inferno. A RupTTura também traz músicas do Sepultura em seu repertório.

Apesar de ser uma banda nova, a RupTTura já fez shows fora de Erechim, chegando a tocar duas vezes em Santa Catarina, e aponta que a valorização do estilo é muito pequena na cidade, principalmente quando comparado à Santa Catarina.

A banda teve início com dois integrantes que já eram músicos e pretendiam tocar em um festival no início do ano. Assim, foram atrás dos demais componentes e, sete meses depois, mantêm a mesma formação e já tem um público relativamente grande, que prestigia seus ensaios.


RupTTura é: Kelly (vocal), Edison (guitarra), Michael (baixo) e Igor (bateria).


Rupttura – Facebook 



DIRETO DAS PROFUNDEZAS: HELLANDERS


Por Leonardo de Carvalho Prozczinski
Foto  de Yan Kaue Brasil


Formada há dois anos, a Banda Hellanders (uma mistura de “hell” e “highlander”) fará a sua segunda apresentação dia 7 de julho, no Terceiro Festival Intermitente de Bandas, promovido pelo Sinestésicos. 




O grupo, que teve início como uma brincadeira entre colegas, traz em seu repertório grande influência de gigantes do heavy metal, mas também busca referência no blues, jazz e indie, que, para eles, são estilos com composições mais trabalhadas. A banda também possui composições próprias, seguindo o estilo de seus ídolos Slayer e Megadeth, com letras em inglês. 


Quando questionados quanto ao público local, é consenso de que a cidade ainda está em evolução e que os ouvintes de heavy metal são poucos, principalmente se comparados aos “sertanejos” que perambulam pela cidade nos finais de semana. Além do incentivo a novas bandas, a Hellanders pensa que Erechim também deveria se preocupar em “abrir as portas” para o público de outras cidades. Enquanto isso, a Hellanders segue fazendo seu som, buscando dar continuidade ao que já fora feito nos anos 80 e que se perdeu com a ascensão da música pop, principalmente por ser mais “comercial”. 

Hellanders é: Giovanni Fontana (vocal), Lucas Turski (Guitarra), André Patzer (baixo) e Éric Fiorentin (bateria).


Dia 7 de Julho. Na Jayme Lago. No Sines.



Hellanders Facebook 

domingo, 1 de julho de 2012

QUIZ(S)IIINES - OS EXTRA VELHOS


Por Mateus Moreno Sá

O rock, dito não morto. Levantado na força por Jefe (Plétson) em seu vocal poético e sua guitarra canhota em seus geniais solos. Segurados pelas harmonias preenchidas de "arpeggios "de Juliano Nunes. Com muito mais que tônicas no baixo de Evandro Leão. Embalados pelos ritmos frenéticos de Joel Tomazelli. Este são Os Extra Velhos: uma das bandas mais clássicas da cidade, que segue a tradição do bom e velho rock n’ roll, segundo eles. O nome chamativo, deriva d' Os Paraísos Artificiais, de Baudelaire (uma das três "substâncias", o vinho) e de  um conhaque com um nome em seu rótulo -  Extra-Velho. Inspirados na poética, no iê-iê-iê e no progressivismo psicodélico, a banda concedeu a seguinte entrevista  ao Sinestésicos:



Sines: Como rola o som entre vocês (repertório, composição, interpretação & tal)?
EV: Nosso repertório é definido a partir de nossas influências musicais. Cada integrante escolhe as músicas que mais lhe fazem a cabeça e, a partir daí, montamos o set. Quem canta a maioria das músicas sou eu, Plétson, vocalista e guitarrista solo, acompanhado, em alguns momentos, pela segunda voz do Juliano, guitarrista base, e pela terceira voz, feita pelo nosso baterista, Joel. As músicas próprias são, geralmente, compostas por mim. Após chegar a um resultado que tenha força instrumental e que seja poeticamente interessante, partimos para a construção em conjunto, arranjando e discutindo a estrutura e os detalhes finais.

Sines: Qual o panorama da banda em relação à Erechim e aos sons que são formados aqui?
EV: A banda toca em alguns lugares de Erechim e região, mas nosso objetivo é expandir o alcance do nosso som para a região e para todo o estado. Queremos fazer nossa música chegar a todos os ouvidos que quiserem ouvir algo experimental, calcado na psicodelia e no mais puro rock´n´roll. Pretendemos criar laços com outras bandas de rock da cidade, para juntos fazermos o rock crescer na cidade e ter força para alcançar outros lugares.



Sines: O que vocês acham de música alternativa? Acham que o pessoal valoriza?
EV: Acreditamos que a música alternativa é a grande fonte de criação original. Porém, com pouco apelo radiofônico, o indie é deixado de lado (em lugares interioranos e de cultura rural) em detrimento a outros gêneros de assimilação fácil e com maior apelo comercial. Talvez por esse motivo o rock tenha perdido força em cidades pequenas.


Sines: Trocam música “boa” por música lucrativa? 
EV: Pretendemos gravar em breve e jamais trocaremos nossa pesquisa instrumental e poética por soluções fáceis e clichês baratos.


Sines: E o ego?
EV: Não existem problemas de ego na banda. Tentamos sempre nos unir em prol da nossa produção, sem autoritarismo, mas com discussões que levem a evolução técnica e artística.


Sines: Qual o público da banda? Procuram atingir um público específico?
EV: Nosso público é formado, basicamente, por pessoas que gostam de rock clássico (The Beatles, Pink Floyd, Jimi Hendrix, Raul Seixas). Procuramos atingir pessoas que queiram ouvir música de qualidade, que fizeram a história do rock e mudaram os rumos do universo musical.

Sines: A pivotante, esdrúxula & sem sentido: pq o nome da banda?
EV: O nome “Extra Velho” foi encontrado no rótulo de uma garrafa de conhaque, no ano de 2008, antes de um show da banda em uma festa de Halloween. Por ser sonoramente interessante e por encaixar no conceito da banda em seu início, resolvemos fazer dele nosso nome.


Os Extra Velhos - Blog 


Para “sacudir o esqueleto” venha ao Sines no dia 7 de Julho, às 14h, curtir Os Extra Velhos e demais bandas de peso que aparecerão por lá.

terça-feira, 22 de maio de 2012

HORMÔNIOS E ILEGALIDADE: BANDA ILLEGAIS

Por Yan Kaue Brasil 

O sol caiu e a illegalidade tomou conta do discurso dos guris da Banda Illegais, que falam das suas preferências, desejos, metas & metal. Na pós-moderna (!) praça de alimentação do Plazza Shopping, sentados à mesa, entre um silêncio constrangedor e uma câmera no rosto, os caras concederam ao Sines essa entrevista: 

Os Illegais


Sines: Como rola o som de vocês em relação a repertório & tal? 

Illegais: O repertório é escolhido por todos. Antes de “tirarmos” as músicas vemos se todos estão de acordo. O som rola de boa, só nos ensaios rola umas discussões (risos). 



Sines: Qual o panorama da banda em relação à Erechim e aos sons que são formados aqui? 

Illegais: Aqui o pessoal não valoriza muito as bandas de rock. Mas dá pra perceber que mais pessoas estão vestindo mais camisetas de bandas e estão escutando mais rock. E o festival está ajudando bastante para crescer o cenário do rock na cidade e dar apoio para as bandas que não são conhecidas. 


Sines: O que vocês acham de música alternativa, indie? 

Illegais: Conhecemos música indie, mas não costumamos tocar, preferimos rock e metal. 


Sines: Trocariam música boa por música lucrativa? Qual é a intenção de vocês com a banda?

Illegais: Não, queremos fazer um som legal para sermos reconhecidos, ganhar grana e pegar umas gurias (risos). 


Sines: A pivotante, esdrúxula & sem sentido: porque o nome da banda? 

Illegais: Somos uma banda que gosta de protestar, por isso escolhemos esse nome. O nosso repertório leva em consideração isso também, a ideia de protesto. 



Além disso, os guris de pouca idade da Banda Illegais dizem que preferem o rock brasileiro, como Tequila Baby e Matanza. Inclusive, a maioria do repertório dos guris é música brasileira. Michel (baixista), diz que curte metal e que uma de suas bandas preferidas é Iron Maden; Brayan (baterista) prefere o rock brasileiro ao gringo e o João Pedro (guitarrista), diz que “o Festival vai chamar a atenção das pessoas para as novas bandas de rock da cidade”. 



Informe I: Marcos, o vocal da banda, não pôde participar da reunião(zinha) por motivos irreveláveis (risos). 

Informe II: Illegais estará sábado, às 14h, no II Festival de Bandas do Sinestésicos, na Praça Jayme Lago.

ROCK N’ ROLL E WHISKY: PAUL JACK


Por Leonardo de Carvalho Prozczinski (texto) e Yan Kaue Brasil (fotos) 

Antes Daltreiros, agora Paul Jack. O nome parte da mescla de duas paixões da banda: Jack Daniels (yoho!) e Les Paul. A banda preza por fazer um som clássico, com vertentes nacionais e internacionais dos anos 70, mesclando a individualidade de cada integrante, buscando o que cada um tem de melhor. Nas suas letras, a Paul Jack descreve fatos do cotidiano, como críticas sociais, políticas e, como não poderia faltar, problemas com relacionamentos. 


Les Daniels (a banda Paul Jack)
Mais importante do que o som feito pelo grupo é a união entre os componentes. Com um caso recente de “baixa”, a banda se diz mais preocupada com se manter íntegra do que fazer dinheiro. Mas o lucro é sempre bem vindo, ainda mais quando alcançado fazendo o que se gosta. Para tal, a banda vai se enfurnar em um estúdio no próximo mês para gravar sua primeira demo, que deve ser lançada até agosto. 

Para Alemão, vocalista da banda, o panorama Erechinense está muito acomodado. Ele comenta que até mesmo o público que gosta de estilos que não estão em alta na cidade, acaba por, de certa forma, se reprimir e aceitar as “baladinhas do momento”. Isso tudo dificulta para as bandas que estão começando e que, por muitas vezes, tem que mendigar espaço para mostrar seu trabalho. 

Sobre música alternativa, Guilherme, o baixista, ressalta que a cena é pouco visada em Erechim, mas que está em ascensão com a ajuda da internet. Outro ponto positivo foi a recente pré-inauguração de uma casa noturna voltada para esse estilo musical, buscando sair da mesmice erechinense. 

Paul Jack é: Guilherme Luis Adamczyk (baixo), Renato Konig (guitarra), Giovani Costi (bateria) e Júnior Facioli (vocal). Os caras estarão na Jayme Lago, às 14h do dia 26 de maio, no II Festival de Bandas do Sinestésicos.


Paul Jack – TNB


POP-ROCK MENTE ABERTA: BANDA SKIZE

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski 

Direto da não tão distante Carazinho, a Banda Skize, uma das atrações do II Festival de Bandas promovido pelo Sinestésicos, se diz entusiasmada com a oportunidade de se apresentar novamente em Erechim. Com um som bem variado e cheio de vertentes, é senso comum dentro do grupo que “energia e empolgação” acabam por se tornar a chave para que a banda dê certo, tanto na hora de montar seu repertório, quanto para compor. 




Outro ponto que a banda destaca é a força da música alternativa, principalmente com a ascensão das “mídias sociais”. Para a Skize, esse foi um fator importante para que estilos, antes desconhecidos, conquistem, hoje, uma parcela da população - o que, sem a internet, não seria possível. Sendo assim, no ponto de vista da banda, esta é uma época propícia para se fazer rock independente. 

Fazer parte de uma banda, para quem vê de fora, pode parecer apenas diversão. Porém, a Skize mostra que trabalhar em grupo acaba se tornando um grande desafio, pois hora ou outra o ego de um dos integrantes pode “destruir” a banda.  Para que isso não aconteça, a Skize diz ser preciso “ter mente aberta e ceder quando preciso para manter o foco na ideia principal: fazer música para quem curte.” 

Banda Skize é: Aldrin Alísson Keyser (vocal), André de Pádua (teclado), Clayton Magalhães (guitarra), Marcos Vinícius de Jesus (bateria) e Rafael Ricardo Foltz (baixo). De Carazinho para o II Festival de Bandas do Sines, dia 26, às 14h.

Skize – Official Website




segunda-feira, 21 de maio de 2012

SEM RUMO (OU QUASE): NO DRIVER

Por Leonardo de Carvalho Prozczinski  (texto) e Yan Kaue Brasil (foto)


No Driver:  traduzindo literalmente, significa “sem motorista”. Mas não é bem por aí. O nome da banda surgiu ao acaso no primeiro Festival de Bandas promovido pelo Sinestésicos. A banda precisava de um nome para se inscrever no festival e, até então, a única coisa decidida era que precisava ser “em gringo” e simbolizar uma banda sem rumo. Foi aí que a namorada de um ex-integrante deu a ideia: No Driver


Desgovernados (No Driver)
A banda faz um som pesado tendo como influência alguns dinossauros do rock, como Sex Pistols, Motörhead e Deep Purple, fazendo uma mescla de Punk com Hard Rock. O mesmo acontece com suas composições, onde o mais importante, diz Juliano, o vocalista, é fazer “rock de verdade”, buscando maximizar o repertório. 

Em relação ao cenário da música em Erechim, Cristian, o baixista, diz que hoje as bandas “têm que ter coragem e meter a cara”. Para ele, tem muita qualidade escondida, com medo de fazer, aparecer e ser julgado. Já para Bernardo, guitarrista solo, outro fator que impede a evolução musical na cidade é a falta de espaço e incentivo para quem está começando. 

Cristian também diz ser fã de música folk, e fala sobre a falta de atrações “alternativas” na região, o que acaba causando desconhecimento da maioria pelo estilo. O baixista também aponta que festivais de música locais muitas vezes são mal interpretados, e bandas que não seguem o rock à risca acabam sendo menosprezadas por seguirem outros estilos. 

Ao ser questionado sobre o objetivo da banda, Juliano fala que eles querem apenas “fazer música boa” de se curtir, deixando o lucro em segundo plano. A ideia de “não se vender” é forte no grupo, que bate o pé e diz que pretende manter esse estilo (punk+hard rock) até o fim. 

No Driver é: Juliano Camilo Santin (Pig, vocal), Marcos Roberto Zin (guitarra), Bernardo Dalla Rosa (guitarra) , Cristian Luis Mingotti (baixo) e Matheus Guilherme Angonese (bateria). Pra conhecer os caras e seu som, é só aparecer na Jayme Lago, às 14h, no II Festival Intermitente de Bandas do Sines.



No Driver - Blog